Mexer-se Caminhar, sair uma paragem antes do hospital e voltar a apanhar o transporte uma paragem depois, para descomprimir
Apanhar ar Sair de casa, e não apenas para visitar o doente. Permitir-se dar um passeio, caminhar, olhar para o céu.
Comer Quando for possível, quando a fome aparecer, aproveitar a oportunidade. Tentar ter uma alimentação equilibrada, comer aquilo que apetece.
Dormir Deitar-se a horas regulares. Limitar os estimulantes. Dormir quando o sono vem: sestas, etc.
Gerir a informação para si próprio Não é obrigatório saber sempre tudo nem estar sempre na linha da frente. Definir quando quer ser avisado. E dizê-lo.
Escrever um diário pessoal Passar para o papel as emoções, os sentimentos, as preocupações. Isso pode ajudar a ganhar distância. Tirar as angústias da cabeça.
Respirar Reservar tempo para respirar: inspirar devagar, expirar devagar, procurando descontrair os ombros, a nuca, o maxilar.
Falar Falar sobre o que se está a viver com alguém próximo que não julgue, ou com um profissional de saúde mental: psicólogo ou psiquiatra.
Concentrar-se nas pequenas vitórias Um dia de cada vez: alegrar-se sempre que possível, reparar nos pequenos progressos e celebrá-los, mantendo a lucidez.
Desapegar-se Há coisas que se podem controlar e outras que não. Concentrar-se nas primeiras.
Isolar-se um pouco Pode sentir-se assoberbado pelos pedidos de notícias das pessoas próximas: permita-se responder apenas uma vez por dia. E dizê-lo.
Um dia de cada vez Concentrar-se no dia a dia: o dia de hoje, as tarefas a fazer, os progressos do dia. Não fazer projeções.
Planear o essencial
Antecipar e planear as refeições, as consultas médicas, as atividades essenciais: isso também ajuda a manter algum controlo
Pedir ajuda
Pedir para ser ouvido, pensar no que pode ser delegado. Muitas vezes, as pessoas próximas não se atrevem a impor-se, mas ficam contentes por poder ajudar.
Revezar-se
Se deixar a cabeceira do doente pode provocar sentimento de culpa, ter alguém que o substitua pode ajudar a desligar. Encontrar uma pessoa que «esteja lá» no seu lugar.
Criar uma rede de apoio Criar um grupo de mensagens com pessoas que possam ajudar, apoiar e aliviar a carga. Atrever-se a deixar lá pedidos claros.
Manter os rituais diários
Perante a adversidade e a incerteza, a rotina torna-se um recurso, um ponto de referência, um espaço de segurança, uma garantia de algo familiar.
Permitir-se fugir da realidade de vez em quando
Ir ao cinema, mergulhar noutra história, reencontrar as personagens da sua série preferida; em suma, permitir-se fazer uma pausa da realidade
Testemunho de Céline
Cuidar de si para aguentar a longo prazo
Não deve sentir-se culpado por não ficar à cabeceira do seu familiar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Também precisa de descansar e de deixar o seu familiar recuperar.
Ao cuidar de si, também está a ajudar o seu familiar.
Se perder a vontade de comer, se tiver dificuldade em dormir, se der muitas voltas aos mesmos pensamentos ou simplesmente se sentir essa necessidade, é importante pedir ajuda.
Pode também simplesmente partilhar esta página com as pessoas que lhe perguntam como podem ajudar: Apoiar os familiares
Se o doente tiver muitas pessoas próximas, todas estarão certamente muito preocupadas com a situação e vão querer saber notícias. Embora a presença delas possa ser uma fonte de apoio muito preciosa, também é possível que se sinta cansado de responder a cada uma individualmente. Pode ser útil organizar uma cadeia de informação ou revezar-se na transmissão das notícias, para que nem tudo dependa de si. Permita-se também ganhar distância e passar o testemunho quando sentir necessidade. Por vezes, é importante pensar em algo completamente diferente e afastar-se um pouco da UCI. O diário, embora não seja essa a sua função principal, também pode servir para transmitir estas informações. Saiba mais sobre o diário da UCI.
Para o ajudar a gerir a tensão que rodeia as suas idas à UCI e a visita ao seu familiar doente no quarto, pode ser útil pôr em prática algumas estratégias. Também aqui, cada pessoa escolherá o que lhe convém e a tranquiliza.
Apanhar ar Antes e/ou depois da visita à UCI, dar alguns passos lá fora, sentir o ar, o vento, a temperatura, olhar para o céu, para as árvores, voltar a entrar em contacto com o mundo
Respirar Uma inspiração longa e uma expiração longa à entrada da UCI, descontraindo os ombros e o maxilar, e outra vez à porta do quarto
Preparar o seu saco para a UCI Garrafa de água, um lanche, carregador, caderno, caneta, tampões para os ouvidos, auriculares, … Faça uma pequena lista do essencial para viver melhor as suas visitas
Não olhar para tudo, não ouvir tudo Concentrar-se no familiar doente, no rosto, na mão, numa fotografia; fechar os olhos e concentrar-se no toque, estar ali para ele
Usar um calendário partilhado Organizar as visitas com as outras pessoas próximas do doente, para que cada um possa estar presente à vez e descansar
Proteger os sentidos A UCI é um ambiente extremamente estimulante. Reduzir os estímulos sensoriais: usar tampões para os ouvidos, fechar os olhos por um instante
Fazer pausas Sair para tomar um café na cafetaria ou no café da esquina, apanhar ar à volta do edifício
Partilhar o que está a viver Antes e/ou depois da visita à UCI, enviar uma mensagem curta a uma pessoa de confiança: «Acabei de sair da UCI. Foi duro. Não é preciso responder, é só para partilhar.»
Escrever para o doente No diário do doente, descrever a vida à volta dele: em casa, no quarto da UCI, no mundo lá fora
Simplesmente estar presente Pousar a mão na cama, no cobertor ou na mão dele, ficar em silêncio, aceitar que não é obrigatório «fazer alguma coisa»
Tomar um duche quente Depois de uma visita à UCI, ir para casa tomar um duche, imaginar que se está a «enxaguar» o dia
Não hesite em pedir apoio psicológico. A maioria das unidades de cuidados intensivos tem um psicólogo na equipa, nomeadamente para acompanhar as famílias.
Se não for o caso no serviço onde o seu familiar está internado, ou se o psicólogo não estiver disponível, pode recorrer ao programa francês «Mon Soutien Psy» , que lhe dá direito a 12 sessões com um psicólogo por ano.
Testemunho de Ségolène
A importância do psicólogo na UCI
Disponibilizados gratuitamente pela Petit Bambou ao Fonds 101
A meditação de atenção plena é uma prática laica que consiste em dirigir a atenção, de forma intencional e sem julgamento, para a experiência do momento presente.
Na prática, trata-se de reservar alguns instantes para dirigir a atenção para as sensações físicas, as emoções, os pensamentos, o ambiente, etc. Isto permite-nos estar mais presentes para nós próprios e para os outros, e menos em piloto automático.Permite também distinguir bem entre aquilo que estamos realmente a viver e aquilo que resulta das nossas construções mentais, juízos e comentários, que muitas vezes nos causam incómodos ou até sofrimento desnecessário.É uma prática acessível a todos, que se aprende através de meditações formais (sessões guiadas) ou de práticas informais (nas atividades do dia a dia).
Reservar alguns minutos para respirar de forma um pouco diferente pode fazer-se com duas abordagens ligeiramente distintas:
(consoante as instruções, isto pode passar, por exemplo, por prolongar a expiração ou por introduzir curtas pausas respiratórias entre a inspiração e a expiração, etc.)
Estes exercícios têm duas utilidades. Por um lado, permitem fixar a atenção na respiração – e, durante esse tempo, deixamos de estar ocupados a remoer pensamentos ou a imaginar cenários que geram ansiedade. Por outro lado, têm um efeito fisiológico imediato, que depende do tipo de exercício praticado (podem permitir diminuir a frequência cardíaca, recuperar energia, etc.).
A coerência cardíaca faz parte destes exercícios. Consiste em inspirar e expirar durante o mesmo tempo (geralmente 5 segundos). Permite diminuir a frequência respiratória e sincronizar a respiração, o coração e o cérebro. O organismo sente-se então em segurança e, por isso, gasta menos energia.
A Petit BamBou é uma aplicação que propõe sessões guiadas de meditação e de respiração, bem como ferramentas para praticar de forma autónoma.De descarregamento gratuito, oferece conteúdos de acesso livre para começar ou continuar a prática de forma autónoma.Existem depois várias modalidades de assinatura que dão acesso ao catálogo completo de programastemáticos (sono, emoções, crianças e jovens, etc.).Saiba mais sobre a Petit Bambou / App Petit Bambou Apple / App Petit Bambou Google