Todos os profissionais de saúde no Brasil são legalmente obrigados a manter o sigilo sobre qualquer informação relacionada à saúde de um paciente. Conforme o Código de Ética Médica e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o paciente é o titular de suas informações e apenas ele pode autorizar o compartilhamento desses dados com terceiros.
Em situações críticas, como nas unidades de terapia intensiva (UTI), os profissionais de saúde podem compartilhar informações relevantes com os familiares mais próximos. Essa comunicação é autorizada quando visa reduzir o impacto emocional, oferecer mais compreensão sobre o quadro clínico e permitir que a família possa se organizar, dar suporte e se preparar para possíveis desfechos.
Em geral, uma entrevista de boas-vindas é oferecida aos parentes mais próximos do paciente quando ele é admitido em cuidados intensivos, e entrevistas subsequentes podem ser oferecidas dependendo dos principais eventos que as exigem. Entre duas entrevistas, se necessário, pode ser solicitado uma discussão formal, geralmente marcando um horário com os secretários do serviço.
Para informações mais quotidianas, estas são geralmente fornecidas no dia a dia, conforme suas interações com os profissionais de saúde. Às vezes, é útil procurar a pessoa certa para fazer suas perguntas: os médicos costumam ser um pouco menos disponíveis do que o restante da equipe, mas não são os únicos que podem lhe dar informações:
Observação:
Geralmente, os profissionais não médicos preferem estar acompanhados de um médico para todas as comunicações sobre novos elementos no tratamento (novos tratamentos, resultados de exames, aparecimento de novos sinais ou sintomas, etc.). Isso ocorre simplesmente para evitar iniciar uma conversa com você que possa gerar perguntas às quais não serão capazes de responder de maneira precisa e completa, o que, ao ficar sem resposta, pode causar ainda mais frustração e angústia.